… e o Presidente da Faculdade assobia para o lado.

Os neo-nazis da FN e do PNR (não me venham com merdas, eles são os mesmos, distribuem os mesmos panfletos, têm os mesmos símbolos, os mesmos nomes e as mesmas caras: são efectivamente os mesmos, apesar de isso nunca ter sido reconhecido pela CNE, vá lá perceber-se porquê!) são agora candidatos à Associação de Estudantes da Faculdade de Letras de Lisboa.

Tudo começou quando um dos assassinos cadastrados e condenados pela morte do Alcindo Monteiro, teve como pena a frequência do curso de Estudos Africanos na FL. Portanto, houve um juíz que achou por bem enfiar um assassino numa faculdade cheia de gente, e num curso onde seria mais provável ele matar mais alguém do que reeducar-se. Mais, a pena não era ele seguir o curso e acabá-lo, era apenas por um tempo determinado. Chegado o fim desse tempo, o nazi assassino pôde mudar de curso e, deixando de ser seguido pela polícia, mesmo estando referenciado como nazi e assassino, teve liberdade para formar um grupo de intimidação nazi dentro da faculdade.

Este grupelho de nazis agrupados em volta de um assassino têm tomado de assalto a faculdade de letras, com pinturas de murais, mas acima de tudo, com a intimidação e ameaças aos alunos que lhes façam frente. E candidatam-se a eleições para a AE sem qualquer problema com a direcção da faculdade.

A semana passada, por outro lado, assistimos ao triste episódio de ver o Presidente da Faculdade (cheia de murais de cariz racista, pintados de noite sem interrupções e nunca mandados apagar) mandar interromper a pintura de um mural pela Liberdade e a Igualdade, que estava a ser feito por um grupo anti-racista.

São dias tristes, em que em nome de uma suposta liberdade de expressão, os alunos de uma faculdade têm medo de lá estar e de votar nas suas próprias eleições. Deve ser em nome dessa liberdade que se deixam pintar certos murais e outros não. Tristes dias, incompreensíveis, perigosos e muito, muito graves.

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