Os CRS são a polícia de choque, a preferida de Sarkozy, a que melhor lhe obedece. Já aqui falei da estratégia que tem vindo a ser usada para apanhar sem papéis. Atacam os Restos du Coeur e agora também à saída das escolas primárias onde as crianças têm a família à espera.

Belleville é um bairro central de Paris, um dos mais giros e vivos, porque um dos que mais gentes diferentes tem. Ali faz mesmo sentido pensar que o mundo inteiro se reúne em Paris.

À hora de saída da escola, os pais começavam a chegar para ir buscar os filhos. Em frente, num café de bairro, a polícia invade e identifica os clientes um a um. Saem com um homem que os populares reconheceram como o avô de crianças ali da escola. A mobilização para a resistência pacífica foi imediata. Nem pensar em deixar os carros arrancar, nem pensar em deixar extraditar o vizinho.

Os CRS não conseguiam levar a sua avante e decidiram então começar a bater nas pessoas. Entretanto, as aulas tinham acabado e as crianças começavam a sair da escola. Viam “aqueles senhores que existem para nos proteger” (bela fábula!) a bater forte nos seus pais, à porta da sua escola.

Os CRS ameaçaram soltar os cães, acabaram por puxar do gás lacrimogéneo, e gazearam os pais e os filhos à porta de uma escola primária. a directora da escola foi interrogada e presa três dias depois.

Ainda um dia há-de ser obrigatório ser-se humano para se ser polícia.

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