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Sous les pavés, la boue!
Il est interdit de permettre!

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O período de discussão pública do Relatório acaba amanhã, dia 30. Hoje o Movarte enviou ao ME a sua posição no âmbito desta discusão pública:

O Estudo de Avaliação do Ensino Artístico revela desde o seu início fragilidades que apenas podem ser explicadas pela composição da equipa que o elaborou, constituída apenas por elementos sem qualquer formação ou conhecimento interno do ensino artístico. Com efeito, a participação de pessoas com experiência e/ou vivência desta área foi limitada a inquéritos e entrevistas, sem possibilidade de intervenção nas conclusões e recomendações ao ministério da educação. Mais, a ausência de dados expressivos que permitam a avaliação da representatividade da amostra da população escolar inquirida não nos permite reconhecer a seriedade deste estudo. Esta característica é por demais evidenciada logo no capítulo introdutório, onde os autores revelam não só a sua incapacidade de reunir dados expressivos no tempo cedido, como também preconceitos de elitismo e de um mítico “dom inato”, o que obsta a priori a uma concepção realista e séria de trabalho aturado, densamente técnico e metódico desenvolvido nas disciplinas artísticas.

ACHAMOS POR ISSO NECESSÁRIO ESCLARECER OS SEGUINTES PONTOS:
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Não tendo termos de comparação com o “24 de Abril”, ao ver as imagens lembrei-me dos CRS de Sarkozy e da polícia de choque dos tempos do Cavaco (Marinha Grande, Ponte 25 de Abril, etc.).

Não tenho palavras para descrever o que senti quando vi no filme o nosso Chiado invadido e feito campo de batalha e treino de uns cães raivosos, que só são valentes porque estão armados até aos dentes. Se fossem Polícias não se comportavam como cães raivosos. Se fossem Polícias tinham cumprido a lei, garantindo a defesa e a segurança dos cidadãos.

Não pude ainda ir ao Chiado, mas pergunto: se a polícia alega que houve montras partidas, onde estão as fotografias? Uma montra partida vê-se e não se arranja da noite para o dia! As únicas provas que se encontram mostram brutalidade policial de grande violência e sem qualquer justificação. Houve um very-light, dizem os relatos. Mas então isso diria respeito a uma só pessoa e há procedimentos adequados para uma Força Policial lidar nesses casos, que asseguram o respeito da segurança dos restantes cidadãos e dos direitos do acusado. Dadas as circunstâncias, que confiança podemos ter na polícia? Quem nos garante que quem lançou o very-light não foram os próprios infiltrados da polícia, só para justificar a intervenção? Se fossem uma Força Policial em vez de um bando de raivosos estas dúvidas nem sequer surgiriam.

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Os Ladrões de Bicicletas, uma aquisição em grande para a blogosfera e que cria muito boas expectativas.

O Boina Frígia do Pedro Alves, entre outros, que já é antigo, mas só há algumas semanas o descobri. Já estava ali ao lado há uns tempos, mas ainda não tinha feito referência. A acompanhar!

É quase 25 de Abril. Como se compreende, vou mas é para a rua, e não sei se consigo cá voltar antes disso.

Por isso este ano não há músicas de 25 de Abril, nem grandes posts. Quem quiser a “Grândola”, eu sugiro que a cante. Porque a “Grândola” é de todos, e nunca é demais cantá-la.

 

O 25 de Abril é para estar na rua!

Pela memória de tudo o tivemos que suportar antes, pela memória da madrugada mais bela. Mas sobretudo pelo futuro. Por todos os valores da Liberdade e para que eles se mantenham e melhorem sempre com cada nova geração. Porque para assegurar o futuro é preciso ter passado e não o esquecer nunca. E porque há frases que nunca estão datadas:

 

FASCISMO NUNCA MAIS

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…mas hoje ninguém diria. Para onde raio foi este país?

 

 

Não se pode dizer que tenha havido surpresas: felizmente, porque a haver seriam certamente más surpresas…

Le Pen ficou em 4º, com uma metade dos votos de 2002, mas ainda assim 11% (cerca de 3 milhões de votos).

O que me chocou foi o facto de Sarkozy e Le Pen (nas devidas proporções) terem tido votações muito elevadas nas cidades da periferia de Paris, precisamente onde o Ministro Sarkozy causou mais problemas: Saint-Denis, La Courneuve, etc. Há coisas que eu simplesmente não entendo.

Neuilly não me espanta, Sarkozy teve 72%: imaginem as vivendas do Restelo aumentadas exponencialmente, isso é Neuilly. Um antro, portanto.

A esquerda ficou toda dividida, coisa que também não entendo. Como é que o Besancenot e o Bové não se entenderam…? (E não, uma tipa que defende campos militarizados para jovens não cabe na minha definição de esquerda.) Deu merda da grossa, desculpem-me a expressão. O Besancenot manteve a votação anterior, não cresceu quase nada. O Bové quase não teve votos, e os restantes candidatos de esquerda também não.

Não estou lá, e depois de hoje tenho ainda menos saudades, se é que isso é possível! Se votasse, tinha tido um dilema na primeira volta (Bové/Besancenot). Na segunda, estaria dividida entre o voto útil para o fascista Sarkozy não ganhar e o nojo de votar na tipa de direita que defende campos militarizados.

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VEM ACTUAR CONNOSCO!

Sexta-feira, 20 de Abril

Rua Garrett – Baixa-Chiado

17h-20h

Pela Universalidade do Ensino Artístico!

Pelo direito dos estudantes ao acesso a um ensino artístico profissional de qualidade!

Pela defesa do ensino supletivo!

Pela defesa dos Conservatórios Públicos!

 

Traz o teu grupo e vem tocar!

Apelamos à mobilização de todos e todas.

Estou a falar do 1º ministro, claro. A mim parece-me irrelevante.

Primeiro, porque sempre me irritou esta coisa dos títulos e das deferências: dr. para aqui, engº para ali, Professor Doutor para acolá… uma piroseira!

Segundo, porque não está escrito em lado nenhum que um(a) deputad@, um(a) secretári@ de estado ou um(a) ministr@, primeir@-ministr@ ou mesmo presidente tenha que ter habilitações mínimas. Só tem que concorrer a eleições e ganhar, e no caso da presidência há um limite inferior de idade.

Terceiro, a única utilidade de tirar a limpo esta história seria para aferir da honestidade do sr. em causa. Mas então não é necessário, porque sobre este assunto não há qualquer dúvida! Alguém ainda acredita na honestidade de Sócrates? Portanto, se mentiu ou não sobre este assunto, é completamente irrelevante! Porque sobre o que é relevante, mentiu!

Quanto à entrevista de ontem, foi um absurdo completo perderem a oportunidade preciosa e rara de ter o 1º ministro face a dois jornalistas, para fazer um desfile de diplomas universitários e recibos de propina, numa espécie de jogo de tira-teimas muito infantil.

Há bebés a nascer nas estradas a caminho das maternidades, e doentes a caminho das urgências: importa saber se já morreu alguém a caminho de umas urgências e se vamos ficar à espera que isso aconteça! E qual a probabilidade de um dos casos de partos que se fazem em ambulâncias não ser um parto absolutamente normal e ter complicações, com consequências graves ou mortais para a criança ou para a mãe? São o quê, danos colaterais do desenvolvimento do país?
E os salários? As reformas? O IVA a 21%, inclusivamente para muitos bens de 1ª necessidade? E como é que é com os vôos da CIA? Quem é que se responsabiliza? E o Jardim? E o offshore?
A moralização dos Bancos? E o mercado da especulação financeira e imobiliária? E as inspecções a funcionar realmente: nos impostos, nas escolas, nas universidades, na segurança alimentar…? E condições reais para o desenvolvimento da investigação científica? E o património cultural/ arquitectónico/ musical/ literário/…? Que é que vai acontecer ao São Carlos/Orq. Sinfónica Portuguesa/ Companhia Nacional de Bailado? Onde está um verdadeiro ensino universal das Artes, como existe para a matemática, as ciências, as línguas, o português…?

Para quando encarar tudo quanto é cultural, humano, civilizacional como património que não é quantificável e por isso não é medido pela batuta do lucro financeiro?
… … … … … … … … … … … … … … … … …

Com tanta coisa tão essencial para saber, afinal ficámos a ver a novela do engenheiro. Que triste espectáculo! E que boa forma de poder dizer que se entrevistou o 1º ministro sem na realidade o pôr minimamente em xeque.

Viva o cartaz dos Gato Fedorento, uma das respostas políticas mais geniais dos últimos tempos!

Gato Fedorento

E um grande FORA a Carmona Rodrigues que nunca antes tinha sido tão eficiente – ficam bem à vista as ideias que defende.

Auditoria

Que se lixe a troika