Há dias dizia o personagem do Miguel Guilherme para a mulher, a Rita Blanco (citado de cor):

“Já viste? Ah… Receber mais um mês em Dezembro, o 13º mês… já imaginaste como seria? Isso já chegou a França, um dia também chega cá!”

Nesse tempo lutava-se pelo 13º mês, sabendo que um dia havia de ser uma realidade.

Agora também lutamos pelo 13º mês, só que sabemos à partida que é em vão. Mais, sabemos os nossos direitos, sabemos de cor que a lei prevê 13º mês, subsídio de férias, o número de dias de férias, baixa por doença, subsídio de desemprego… e temos a frustração de saber que para grande parte de nós a lei não passa de letra morta e que esses direitos efectivados na lei são para nós utopias inatingíveis.

Garantias? Protecção do Estado? Não temos nem sabemos o que seja. O Estado não garante a aplicação da lei nem nos garante os nossos direitos.

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