Por ocasião dos movimentos grevistas que param (e a Alemanha), saiu no Libération este artigo, onde se analisa o “mito da França como o país mais grevista da Europa”. Essa é de facto a percepção que eles têm deles próprios e que nós temos também deles e é simples: a imprensa passa essa imagem. Por exemplo, estamos perante grandes greves em França e na Alemanha simultaneamente, mas a nossa imprensa dá especial destaque e à França, exagerando (como de costume) o tom depreciativo quando fala dos grevistas quase como arruaceiros.

Claro que é um artigo que se debruça sobretudo sobre a questão francesa, mas tem vários aspectos que nos interessam directamente, por exemplo:
– a Dinamarca, a Noruega e a Finlândia, países da tão aclamada Flexigurança, estão à frente em termos de instabilidade social;
– destaca-se o óbvio: como é que uma pessoa com contratos precários e/ou por tempo determinado pode fazer greve?

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