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Funciona se fôr realmente em conjunto. Outros boicotes anteriores funcionaram. A única língua compreendida numa empresa é o dinheiro: se não há vendas, não há liquidez. Mas pior, o grande papão de uma empresa: se não há vendas, as acções perdem valor em bolsa e esse é que é o verdadeiro problema.
Ora, para a BP ou a Repsol, se venderem menos em Portugal, não deve fazer grande mossa no panorama geral – o impacto pode ser reduzido, mas uma vez que está a haver boicotes por toda a Europa, é mais um ponto para a união europeia (desta vez, a verdadeira). Mas a Galp tem a maioria dos postos cá. Se não vender, não vende mesmo, ponto final.
Consta que a Total também não é solução…
O ideal seria que durante o tempo do boicote os postos destas marcas estivessem verdadeiramente às moscas, sem uma única alminha. Isso não é possível, porque uns não acreditam já no poder do consumidor e muitos outros não querem saber da importância dos preços dos combustíveis.

Eu acho que este é problema que nos pode levar a uma guerra mundial: a especulação nos combustíveis e nos alimentos e a correspondente escalada de preços e escassez. Opções, futuros e afins é como jogar ao galo – que cada um o faça com os seus feijões é lá consigo, mas estes são literalmente os nossos feijões.

Neste assunto sou absolutamente radical. Este tipo de “produtos financeiros” devia ser proibido e criminalizado no caso dos bens essenciais: água, alimentos, combustíveis, etc. Eles que se divirtam a brincar aos futuros e opções com carrinhos de plástico ou soldadinhos de chumbo. Ou com peças de Lego, que é uma coisa construtiva. Podia ser que aprendessem alguma coisa!

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Até este cinzento parisiense se torna muito mais fácil de suportar só por ser em Lisboa.

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Que se lixe a troika