Os irlandeses festejam James Joyce. Fazem-se festas pela cidade num dia que ficou histórico por causa de um romance. É a importância que este povo dá à sua literatura…

Aqui, discutimos no dia de Camões se há raça ou não há raça. Não há récitas de poesia e ninguém faz reconstituições de episódios dos Lusíadas. Ou conferências de análise histórica e literária, ou quadras de Camões nos manjericos… As festas podem ter milhentas formas, basta querer festejar!

A 13 de Junho, não tocam a rebate os sinos da aldeia do Pessoa. A cidade está de ressaca nesse dia e não há poesia para ninguém. Os cafés do Pessoa foram fechando, sobram poucos e as evocações são mínimas. A estátua do Pessoa sentado na Brasileira é uma óptima ideia, gosto de o ver com o seu café como se fosse mais uma mesa da esplanada. Mas de que serve, se ninguém se senta com ele a ler-lhe os poemas, pelo menos no dia de anos?

Também esta indiferença diz muito sobre este povo…

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