Tanta converseta à volta da “geração parva”, “geração rasca”, gentalha que enche a boca com adjectivos sem saber o que dizem… Não ponho ligações, porque seriam muitas. Uma das coisas que mais se diz é que esta geração se diz enganada pelo sistema porque um curso não é garantia de emprego. De facto não é, mas a questão não é essa.

A questão é que os empregos estão aí, existem. Não falta a de procura de precários a 500 euros (com exigência de cursos superiores), estagiários não remunerados, etc. Ou seja, trabalho para licenciados e pós-graduados — postos de trabalho, coisas para fazer — não falta. Há quem procure gente jovem com muita iniciativa, quem procure gente experiente que consiga ter mais autonomia. Só não querem pagar. Pequenino detalhe.

Se há 2 milhões de precários, há 2 milhões de postos de trabalho.
Só falta a decência, o trabalho já existe.

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