You are currently browsing the category archive for the ‘uncut’ category.

Jogo das verdades absolutas e da sua tradução em francês: 

Se for mais fácil despedir haverá menos desemprego e não há alternativa: França vai encarecer despedimentos para combater o desemprego de 10%
Não há dinheiro para as reformas, os trabalhadores têm que continuar a trabalhar e não há alternativa: La retraite à 60 ans va rapporter plus qu’elle ne va coûter
Toda a gente gostava de subir o salário mínimo, mas não há dinheiro. Percebam, não há alternativa: Salário mínimo em França sobe 2% para os 1425 euros
Anda uma pessoa quase quarenta anos para perceber de facto o que é isto de viver «à grande e à francesa».
Hoje foi anunciada a subida em 2 % do salário mínimo francês, ou seja, 0,6 % acima da inflação. A presidente do MEDEF (a confederação patronal), atreveu-se a dizer, imagine-se, que esta medida permite manter como objectivo principal o emprego. Ela até sabe que a evolução salarial não é a única variável que pode perturbar o funcionamento da economia!
Os sindicatos, em vez de dizer «amen» e fazer uma vénia à la João Proença, respondem que uma subida real de 0,6 % é pequena, que corresponde apenas a uma baguete por semana e que continuam a luta por melhores condições. Mal agradecidos! Que desplante!
Já agora, convém lembrar que os 1425 euros correspondem às 35 horas semanais e não às nossas 24/24h, que são a realidade da «flexibilidade de horário».
Conclusão: este conjunto de medidas não vão resolver todos os problemas de pobreza que existem em França, é certo. Existem, são graves e não pretendo de forma alguma menosprezá-los. Mas pelo menos impedem que se agravem ou alastrem aos sectores de população activa e empregada.

Qu’ils sont fous, ces gaulois!

(Publicado originalmente em Portugal Uncut)

Anúncios

Um dos agressores, polícia à paisana

No dia da greve geral, de entre todas as detenções que foram consideradas improcedentes, houve uma que foi especialmente violenta. Ocultada pelos meios de comunicação social (mesmo a RTP, que mais tarde se gabou de ter estado presente) enquanto lhes foi possível, acabou por ser divulgada, depois da pressão de acrivistas sobre estes meios.

Um grupo de polícias à paisana, entre os quais o da fotografia, agrediram brutalmente um transeunte da Calçada da Estrela sem motivo aparente e com uma brutalidade desproporcionada e inapropriada (já que a vítima não ofereceu resistência nem estava armada). Quando finalmente divulgado o incidente, a PSP apressou-se a inventar um mandato de captura da Interpol e um alemão especialmente agressivo e procurado por acusações muito graves. MENTIRA! Sem vergonha, a polícia que deve proteger-nos mentiu.

Aqui pode consultar-se um relatório completo redigido com a ajuda de uma das testemunhas presentes e com as ligações para as reportagens sobre o caso.

Aqui: “No Egeu, algo de novo?”

A proposta de referendo muito bem explicada pelo Luís Bernardo, com links, detalhes e respostas às perguntas mais óbvias.

Auditoria

Que se lixe a troika