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Há mais de 200 anos, no Verão de 1772, Haydn era Director da Orquestra da Corte do Príncipe Eszterházy. A estadia no Palácio de Verão estava a ser bastante mais longa do que o esperado e os músicos não estavam contentes por não ver as famílias, que tinham ficado na cidade de Eisenstadt.

Haydn era o mais velho deles e o mais antigo na corte, além de ser o Director. Como o Príncipe parecia não querer perceber o descontentamento dos músicos, Haydn dedicou-lhe uma sinfonia, a Sinfonia do Adeus. No fim do último andamento, os músicos um por um iam apagando a sua vela e saiam, ficando no fim apenas dois violinos.

O Príncipe percebeu e no dia seguinte a corte voltou ao Palácio da cidade e os músicos para junto das famílias!

Esta interpretação foi a única que encontrei com imagens de concerto e por isso peço desde já as minhas desculpas – reparem nos músico e perceberão porquê. Serve de redenção o facto de o maestro ser Baremboim e da sua representação de maestro abandonado ser muito engraçada. A Filarmónica de Viena toca bem, mas como se vê no vídeo (de 2009 e não de 1009 como parece) e no site da própria orquestra, quase não tem mulheres. Diz na parte relativa a candidaturas que se esforçam por contratar mulheres, mas na lista de nomes contam-se pelos dedos de uma mão e sempre nas últimas estantes. De facto, até há bem pouco tempo a FV era conhecida por não contratar mulheres de todo. Agora não podem fazê-lo abertamente, mas por enquanto não se vê grande esforço para o fazer a encoberto.

Fica então o último andamento da Sinfonia do Adeus de Haydn, dirigido por Daniel Baremboim.

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Viagem a Portugal de José Saramago

Já vou a sul do Douro. Devagar, devagarinho até terras mais minhas e cheia de curiosidade: que vou eu descobrir aqui sobre os sítios que acho que até conheço bem?

É uma viagem fantástica com as curiosidades que não sabemos sobre cada terra, os detalhes que não vêm em nenhum guia de viagens. Tudo escrito naquele estilo inconfundível de Saramago.

Outra das delícias de voltar a ter o meu tempo…

O ex-Ministro do Mar, Paulo Portas, veio há dias contar uma história. Teve azar, porque a história que ele contou é a minha. E digo azar, porque só contou metade, como lhe acontece amiúde.

Diz ele que durante o governo Sócrates, um jovem que há um ano tinha um contrato, hoje não o tem e não tem sequer acesso ao subsídio de desemprego. Certo, tem toda a razão. Confirmo que, não há um ano mas há alguns meses, eu tinha um contrato e que, findo o contrato não tive acesso ao subsídio de desemprego. Eu e milhares de pessoas de todas as idades.

E agora passemos ao que ele não contou. O ano passado  eu e os restantes na minha situação recebemos ainda assim o suficiente para termos IRS a pagar.  E o montante pago serve para quê? Para melhorar a atribuição de prestações sociais a quem necessita, para melhorar a rede de cuidados de saúde ou a educação, para dar algum benefício aos cidadãos em qualquer quadrante útil da sua vida????

Em parte, sim… Mas serve principalmente para afundar em submarinos, multas vergonhosas e despesas inúteis afins da exclusiva responsabilidade deste ex-Ministro tão preocupado com os jovens desempregados.

E já agora não quero deixar de dar mais uma vez os parabéns ao ex-Ministro do Mar, condecorado pelo Bush (o que para qualquer pessoa decente seria um insulto, mas ele foi lá aceitar a condecoração). A decisão sobre o Women os Waves foi uma das mais eficientes de toda a história governativa do país. Conseguiu de uma só vez envergonhar e endividar o país!

O problema do Sócrates não é a fome, não é a pobreza, não é o desemprego. É que ontem se sentiu insultado, coitadinho. Anda uma pessoa a passear ao sol em Cabo Verde e ouve na rádio que lhe chamaram mentiroso: “Agora desatam a chamar-me mentiroso só porque eu menti?” Isso sim, é um problema sério!

Auditoria

Que se lixe a troika